segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Superbad - É Hoje

O filme começa com uma conversa de celular sobre qual site pornô ele deveria assinar. Termina com numerosa variedade de desenhos com caralhos. Não que seja mais ou menos escandaloso que a maioria - pra falar a verdade, é ligeiramente menos grosseiro que 'O Virgem de 40 anos' dos mesmos produtores e/ou diretor-, mas brinca com nossas idéias feitas, preconceitos e clichês na já tão profundamente documentada sexualidade teen/young adult atual, vide American Pies & Cia, na Blockbuster mais perto da sua casa.

O filme é um besteirol deslavado, só pra quem não tem medo de perguntar se Truffaut é de comer - eu não tenho, e, aliás, o François vai bem com creme de leite. Mas fica um residual que é o seguinte. Essa garotada (a nossa geração) tá em uma fissura quase compulsiva por sexo sexo sexo. Ultrapassa questões ideológicas e até de puro prazer carnal. É sexo pelo sexo, sem bandeiras, sem objetivo, sem nada. Pansexualismo, sexo homossexual, sexo anal giratório, boquete, Kama Sutra, punheta, dominatrix, inversão de papéis e vai...

Aí ficam, fascinados pelo Ato, de uma lado a geração wohooo(!!!) e do outro os pudicos de plantão. E gente esquizofrenicamente pairando: pudico querendo ser wohooo(!!!), wohooo(!!!) querendo ser pudico e gente perdida no meio. Mas todos eles absorvidos, envolvidos na divina aura sexual -divina por ser mística, divina por não sê-lo.

Quer saber?!? Foda-se.

E tenho dito.

4 comentários:

Isadora disse...

Não parei de rir um segundo em Superbad. Aquele gordo vale por 4 Jim Carreys. Sem sacanagem. E concordo com o "pudico querendo ser wohooo(!!!), wohooo(!!!) querendo ser pudico e gente perdida no meio". Na verdade isso bate com o post anterior do Márcio, sobre hipocrisia.

A bem da verdade, todos nós somos só sexo. Desde a infância. O super ego não existia mas a sexualidade já tava lá.

Os woohoos, os pudicos e os perdidos só querem é se encontrar e se consumarem perdidamente - mas não sabem. A culpa católica é muralha na frente dessa busca pelo autoconhecimento - que só atrasa a vida do indivíduo e faz ele ver o sexo cada vez mais como coisa underground.

Diga-se de passagem, a culpa católica é a segunda coisa mais hipócrita do mundo. Depois do César Maia, claro.

Pedro H. Martins disse...

huumm... já botaram a igreja no meio disso, brincadeira. Esse papo de culpa católica é muito relativo, muito simplista, parece sempre que a igreja é ruim e o papa é mau, sei não... Quanto ao filme, ainda não vi, mas vi Stardust! Adorei, na boa...

Marcio Nolasco disse...

Foda-se!

Isadora Marinho disse...

Quero uma boneca com síndrome de Down!